Após juiz mandar soltar, Polícia Militar apreende menor infrator envolvido na morte de filho do ex-prefeito Benes Leocádio

Policiais Militares do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) durante cumprimento de mandado de prisão,expedido pelo MPRN na Comunidade “Passo Da Pátria” se depararam com dois “jovens” que ao perceberem a aproximação das equipes efetuaram disparos de arma de fogo na tentativa de alvejar os policiais militares. Em ato contínuo houve o revide a fim de cessar a injusta agressão sendo um cidadão infrator alvejado e o outro preso. O infrator alvejado foi imediatamente conduzido ao Hospital Clóvis Sarinho para atendimento médico, porém não resistiu aos ferimentos. Com a dupla foram apreendidos:

– Quantidade de entorpecente (maconha) e balança de precisão

01 PT calibre .40 de uso restrito

O alvejado foi identificado pelo vulgo Lelê, já o segundo se trata do “adolescente em conflito com a lei” S.B.B.R de 17 anos, envolvido no roubo que culminou com a morte de Benes Filho, de 16 anos, dias atrás na Capital Potiguar.

O adolescente foi conduzido à Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente para as providências legais.

A LIBERDADE

Quando o adolescente foi solto, o juiz Homero Lechner, da 3ª Vara da Infância e da Juventude, explicou que teve que conceder a liberdade ao acatar parecer do próprio Ministério Público, que indicou que o adolescente apreendido participou somente do roubo, e não do assassinato de Benes e nem de Mateus da Silva Régis, de 17 anos, que seria o outro assaltante. Benes e Matheus morreram durante a abordagem policial, que trocou tiros com os menores que haviam roubado o carro do ex-prefeito levando Benes Júnior como refém.

O MP disse que também havia pleiteado a internação provisória do adolescente, pelo menos até o prazo somado de 45 dias até que fosse expedida a sentença do processo, em virtude da abertura de novas vagas. “O pedido baseou-se na abertura de 18 novas vagas no sistema socioeducativo, desinterditadas pela Justiça de Parnamirim e de Mossoró. Dessa forma, a decisão que soltou o adolescente na quarta-feira (12) foi reformada”, afirmou o MP.

O Ministério Público também argumentou que a sentença deveria ser reformada em virtude das vagas surgidas, ressaltando que o menor não merece ser libertado porque, mesmo não tendo ele participado diretamente da morte do estudante, de certa forma colaborou para que isso acontecesse.

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