Após perder um braço e uma perna em ataque de tubarão em PE, potiguar vende balas em ônibus para sobreviver

Quase seis meses após ser atacado por um tubarão na praia de Piedade, no Grande Recife, o potiguar Pablo Diego Inácio de Melo, de 34 anos, ainda não conseguiu aposentadoria por invalidez. Com ajuda de um amigo, ele trabalha como vendedor de balas nos ônibus de Natal para sobreviver.

Na última quarta-feira, Pablo entrou com requerimento no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) para se aposentar e aguarda a conclusão da perícia médica, que deve sair em até quarenta e cinco dias. No entanto, o potiguar terá de aguardar até fevereiro do ano que vem para saber se, de fato, irá receber o benefício que é concedido a pessoas incapacitadas de trabalhar.

“Até lá é muito tempo, não sei como será para me manter enquanto espero o resultado da aposentadoria. É angustiante, mas acredito que tudo dará certo no final. Claro que agora tudo está mais difícil, mas não posso parar. Continuo vendendo minhas balinhas nos ônibus”, conta.

Atualmente morando sozinho em uma casa alugada, em Parnamirim, na Grande Natal, o ambulante calcula uma despesa mensal de cerca de R$ 1.300 com medicamentos, serviços de uma cuidadora e pensão para as seis filhas.

Pablo Diego é vendedor ambulante de pastilhas há 3 anos. Nesse período, além de Natal, ele já passou por João Pessoa, Sergipe, Alagoas e, por último, Recife, onde sofreu o ataque em 15 de abril.

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